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Alexandre Nardoni recebe visita dos pais em presídio no interior de SP
O pai e a mãe de Alexandre Nardoni chegaram para visitar o filho na penitenciária de Tremembé, a 147 km da capital paulista, às 10h deste domingo (28). Ele e a mulher, Anna Carolina Jatobá, foram condenados na madrugada de sábado (27) pela morte de Isabella Nardoni, ocorrida em março de 2008. O pai da menina foi sentenciado a 31 anos, um mês e 10 dias de prisão e a madrasta, a 26 anos e 8 meses. O casal não parou para dar entrevista e logo entrou na penitenciária levando comida e frutas para o filho. Enquanto seguia para a entrada, Antônio Nardoni comentou rapidamente sobre a condenação. “Acho que a pena já estava dosada há dois anos", disse. O pai afirmou que acredita na anulação do julgamento. “Nesse país, é difícil acreditar em alguma coisa, mas nós acreditamos.” Este é o primeiro domingo que Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá passam na prisão após a condenação pela morte da menina Isabella. O advogado de defesa do casal, Roberto Podval, recorreu da decisão, mas os dois devem permanecer na prisão enquanto aguardam o resultado. O horário de visita na P-2 termina às 16 horas. Os advogados que defendem o casal Nardoni recorreram da condenação neste sábado (27), logo após a decisão dos jurados. Até agosto de 2008, o réu tinha direito a ser julgado novamente se a condenação fosse acima de 20 anos. Mas essa regra não existe mais na nova lei. Como o assassinato de Isabella foi antes dessa mudança, alguns juristas acham que a defesa vai poder buscar na Justiça o direito de anular esse julgamento.
Escrito por otávio às 14:20
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Greve da saúde na rede estadual pode ser reiniciada
Os servidores da saúde estadual e os médicos concedem entrevista coletiva na manhã desta segunda-feira (29/03), às 9h, no Sinmed, para falar dos motivos que levaram a categoria a deflagrar um novo movimento grevista. Caso a mensagem que contém a proposta de reajuste dos servidores não seja enviada à Assembleia Legislativa até às 12h desta segunda, a greve será iniciada já no turno da tarde.
Apesar de satisfeitos com o reajuste concedido pelo governo do estado que colocou fim à greve das duas categorias, os servidores continuaram atentos. Ao irem na última terça-feira (23/03) à Sesap, descobriram que nada havia sido feito. Um mutirão de servidores e funcionários da Secretaria trabalhou ininterruptamente durante a quarta e quinta-feira, quando o Projeto foi finalmente encaminhado à governadoria. O secretário George Antunes se empenhou pessoalmente durante esses dias.
Na quinta-feira à tarde diretores do Sindsaúde foram até à governadoria e informados por funcionários do gabinete civil de que faltava apenas a assinatura da governadora para que o Projeto fosse enviado à AL. Entretanto, na sexta isso ainda não havia sido feito.
O prazo dado pelos servidores é às 12h de segunda-feira (29/03) pois o projeto precisa ser votado ainda em março, caso contrário, a saúde estadual será paralisada novamente.
Escrito por otávio às 14:12
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Governadora: “José Agripino está com medo do presidente Lula”
Depois de uma década e meia no Executivo, a professora Wilma Maria de Faria está de volta à disputa por uma vaga no Legislativo. Ela passa o governo do Estado ao vice Iberê Ferreira de Souza na próxima quarta-feira. Poucos dias depois estará nas estradas em busca de votos para o Senado. Wilma está convicta da vitória. Afirma que sai do governo com a sensação do dever cumprido, satisfeita com os índices sócio-econômicos e com disposição para enfrentar as dificuldades. Como conquistas do governo ela cita o programa de adutoras, recuperação de estradas, saneamento básico e assistência social. Reconhece problemas na Saúde e na Segurança Pública, “problemas que o Brasil todo tem.” Sobre as críticas, que começam a ter um tom mais elevado em função da campanha eleitoral, ela é enfática: “Não vou aceitar linchamento moral. Responderei à altura.” Nesta entrevista, Wilma faz um balanço dos sete anos de governo - ela foi prefeita de Natal por dois mandatos – garante que é “candidatíssima” ao Senado e critica o senador José Agripino, “que está com medo do presidente Lula”, e a senadora Rosalba Ciarlini, pré-candidata do DEM ao governo do Estado. “Eu não a vejo fazer nada. Vejo-a fazendo propaganda política esquecendo de fazer a parte dela no Senado.” A senhora deixa o governo com a sensação de dever cumprido ou de que ainda falta muita coisa a realizar? Sensação de dever cumprido. Saio bem avaliada, apoiada positivamente pela população e com um respaldo muito grande. Eu agora estou fazendo muitas inaugurações e sinto isso da população. Os indicadores econômicos e sociais dizem também que crescemos muito nesses aspectos, então tenho a sensação de dever cumprido. A senhora atribui à melhoria do IDH às ações sociais do seu governo? Geralmente, os indicadores que foram o índice se referem ao censo de 2000... São indicadores recentes. O IBGE de 2008, por exemplo, diz que a expectativa de vida do RN é a terceira melhor do Nordeste. A pobreza caiu. E no caso dos indicadores econômicos? No PIB per capita, por exemplo, em primeiro lugar vem Sergipe e nós estamos empatados com a Bahia. Isso representa um crescimento econômico muito grande. O Rio Grande do Norte já é autossuficiente em energia. Nós investimos em energia em todos os sentidos. Temos aí um investimento em energia limpa, energia eólica. Nós tivemos um leilão em energia eólica e o Rio Grande do Norte foi o primeiro. Além disso, temos também a biomassa, que é uma coisa muito boa. Nós tivemos a refinaria [de Guamaré] consolidada. Ela é a sétima ou oitava do Brasil, onde conseguimos agregar valor. Nesse período de refino, nós temos mais uma unidade de óleo diesel, temos outra unidade de querosene de aviação e outra de gasolina automotiva para consolidar esse polo que só tinha a gerência na área de exploração de petróleo e agora nós temos na área de refino. A senhora acha que aquele episódio da perda da refinaria para Pernambuco, está superado? A refinaria de Pernambuco vai ser feita quando? E a do Ceará e do Maranhão? Para daqui a 10 anos? A nossa foi feita este ano. Como é que a senhora transmite o governo em relação ao equilíbrio das contas? Nós vamos deixar o governo com dois bilhões de reais para investimentos e ainda relacionar todas as obras prontas e em fase de conclusão. Nós dobramos o saneamento no RN, vamos dobrar em Natal. Nós vamos ter também a estação de tratamento para 21 bairros de Natal. O programa de estradas, que foi o maior já visto. Ontem mesmo (terça-feira) foi publicado no Diário Oficial mais um crédito de 300 milhões para a construção de novas estradas. Nós vamos ter a melhor malha viária do Nordeste, tanto do ponto de vista de BRs como do de Rns, e isso vai ficar concluído até o final do ano porque está tudo licitado e estamos dando a ordem de serviço. Fora o que já fizemos em estradas. Foram 1.500 quilômetros de recuperação de vias. Quando eu assumi o governo as estradas estavam péssimas e nós vamos deixar tudo ok. Nesses sete anos de governo a senhora tem ideia de quantas indústrias foram implantadas no RN? Cento e trinta e quatro empresas e todas estão funcionando. Isso representa investimentos próprios do governo de quantos milhões? Por ano cerca de 350 milhões de renúncia fiscal, sem falar no gás, que é outro componente. Nós tínhamos o Progás (Programa que oferece concessão de gás natural a preço reduzido, para as indústrias que se instalem no Rio Grande do Norte ou para aquelas, já implantadas em nosso Estado, que ampliem suas plantas industriais), mas não tínhamos a tubulação, então praticamente não tínhamos esse programa. Nós fizemos a tubulação através da Potigás e estamos levando para muitas empresas um outro incentivo, com uma redução de 39% do preço do gás para servir como atrativo para investimentos no RN. Além dos investimentos na área do agronegócio. 70% do camarão está sendo vendido no mercado interno com agregação de valor. Há setores em que a senhora acredita que não foi possível avançar como imaginava ao assumir o primeiro mandato? Nós temos dificuldades em duas áreas que o Brasil todo tem. O SUS, que precisa ser feito pelos três entes da federação – federação, estadual e municipal – então aí tem uma dificuldade. Primeiro porque a emenda 29 ainda não foi regulamentada e não foi definido os percentuais a serem repassados pela União, segundo porque os municípios sem condições não faz a parte da assistência básica e eu cito o exemplo de Natal, Mossoró, Pau dos Ferros, então o hospital deixa de fazer o que é de sua responsabilidade para fazer ambulatório e isso não é para nós fazermos. Falta empenho dos prefeitos? Falta recurso para os prefeitos, então eu não vou avaliar isso. Além de há uma demanda maior. O outro ponto negativo seria a Segurança? Sim, porque aumentou muito a violência no Brasil e principalmente o tráfico de drogas. No Fórum dos governadores foi falado exatamente isso: que nós precisamos que todos se preocupem com essa questão. É necessário um efetivo maior da Polícia Federal para nos ajudar a combater o tráfico de drogas porque isso incomoda socialmente e economicamente. O Rio Grande do Norte, apesar de tudo, é um dos estados mais tranquilos do Brasil. O vice-governador diz que tem duas áreas prioritárias, que são Saúde e Segurança. O que ele vai poder fazer que a senhora não conseguiu? Iberê deve fazer a continuação do nosso trabalho. Eu aumentei o efetivo da policia, a mpliei a compra de armamento e veículos da Polícia. Hoje nós somos o maior efetivo do Nordeste, comparando a população de outros estados. Ele vai entrar em uma hora boa porque nós fizemos concurso para a Polícia Civil e vamos poder ter um quadro de profissionais maior para combater o crime organizado. Agora mesmo eu assinei um convênio com o Ministério da Justiça para modernizarmos e ampliarmos o Itep, então isso tudo é muito positivo. Isso nos leva a supor que, ao contratar essas pessoas, o governo saiu do limite prudencial da Lei de Responsabilidade Fiscal... Depende da forma como você vai analisar o limite prudencial. O Executivo do Rio Grande do Norte tem a situação melhor em relação ao limite prudencial. Agora nós fazemos um cálculo diferente dos demais poderes, que retiram do cálculo o imposto de renda e os valores da previdência. Nós fazemos o cálculo com a despesa de pessoal e os encargos sociais. Se nós retirarmos esses valores a nossa despesa é a menor de todas. Mas nós esperamos não aumentar nada esse ano com as contratações porque o Brasil vai crescer. Ano passado nós tivemos um crescimento negativo e esse ano, segundo os economistas e o governo, nosso crescimento será entre 4 e 6% do PIB e isso aumentará a arrecadação. Somente o ICMS cresceu bastante esse ano. O Fundo de Participação caiu. Melhorando a arrecadação melhora essa relação da despesa com pessoal e a arrecadação. Com isso vamos poder contratar esses profissionais sem problemas legais. Wilma questiona atuação política de Rosalba Ciarlini Além da carência de recursos, o que mais faltou para a Segurança Pública ser melhor avaliada pela população? Faltou essa parte da Polícia Civil, que nós precisamos de mais profissionais, e uma maior integração da Polícia Militar com a Civil e a Judiciária. A população reclama muito que não vê a polícia na rua... A polícia está na rua. Nós modernizamos o Centro Integrado de Segurança Pública. Estamos monitorando com câmeras de vídeo todo o litoral de Natal. Com o sistema, podemos localizar, na hora, todas as viaturas, mobilizar os policiais. A senhora credita o aumento da violência a quê? Às drogas. Diante de toda a dificuldade para o vice-governador, a senhora acredita que ele terá como apresentar resultados dessa gestão? Ele vai apresentar porque nós investimos tanto nesses últimos 20 meses, que vamos conseguir mostrar os resultados agora. Qual a diferença do RN que a senhora herdou e o RN que será herdado por Iberê? A mudança dos indicadores sociais, crescimento econômico, redução da pobreza, da mortalidade infantil. Quando a senhora assumiu o governo teve a sensação de terra arrasada? Geralmente é o que diz a oposição quando assume o poder. Depois que assumi, o Estado cresceu muito em arrecadação, modernizamos a máquina de arrecadação. O RN cresceu muito com a chegada de novas empresas, novas indústrias. O comércio do RN é o que mais cresceu nos últimos tempos. Janeiro, fevereiro e março, que eram péssimos, agora são meses bons par o comércio. Tivemos também uma parceria muito boa do governo federal nas áreas de estradas, adutoras, habitação. Fizemos o maior programa de saneamento dos últimos 30 anos. Seu sucessor não terá discurso para dizer que recebeu um Estado falido ou obras inacabadas? Vou relacionar as obras em fase de conclusão que vamos deixar, com recursos já assegurados. Vou deixar a adutora do Alto Oeste para ser concluída, o Terminal Pesqueiro, Parque de Santa Luzia em Mossoró, estrada nova de Pipa. Vamos deixar 300 milhões para construção de estradas. Seus opositores dizem que o segundo mandato foi um fracasso. A que a senhora atribui isso? Quem diz isso não conhece o Estado, não leva em conta a crise que de certa forma desacelerou um pouco os investimentos. Mas não deixamos de investir. O primeiro mandato foi melhor? O primeiro mandato sempre tem uma relevância. No primeiro você dá uma alavancagem. O segundo é o mandato da continuidade ao trabalho que fez. Como congressista a senhora votaria a favor de uma emenda que acabasse com a reeleição. Sou favorável a um mandato com tempo maior e com coincidência de eleições [de vereador a presidente da República]. Seis anos dá para fazer tudo. Diante dos últimos acontecimento políticos, em que muda a estratégia de seu grupo político? Nosso grupo continua com a mesma estratégia. O problema de saúde de Iberê foi detectado a tempo e ele será o candidato. Eu sou candidatíssima ao Senado. A que a senhora atribui o fato de estar abaixo nas pesquisas? Não sei que pesquisas são essas. Em 2006, todas as pesquisas davam que eu estava abaixo e ganhamos a eleição. Passei 16 anos no Executivo e muitas pessoas ainda não sabem que sou candidata. Gente de classe média. O mais importante para mim é que estou bem avaliada administrativamente. A decisão do TRE sobre coligações ajuda a trazer ou a afastar o PMDB de seu grupo? Política é diálogo. Vamos continuar dialogando com os partidos. O deputado Henrique Alves, que é o líder do PMDB, maior partido do País, quer manter a mesma aliança nacional. O senador José Agripino tem ensaiado um discurso de oposição mais enfático... José Agripino deve ter muito cuidado porque há muito voto dele comigo (risos). Agripino adotou um discurso mais ameno com relação ao governo federal. É estratégia? Acho importante que as pessoas reconheçam as coisas boas. O radicalismo não leva a nada. Mas Agripino está com medo do presidente Lula, com medo de perder a eleição para o Senado. A senhora considera Garibaldi um senador de oposição a seu governo? Garibaldi não tem feito colocações contra o meu governo. Como se explica a diferença entre Rosalba e Iberê? Iberê é um grande candidato que o povo vai conhecer melhor quando ele entrar no governo. Muita gente não conhece a atuação de Iberê. Como deputado ele tinha atuação no Trairi e no Seridó. Agora ele será conhecido em todo o Estado. O desempenho de Rosalba no Senado a credencia a disputar o governo do Estado? Eu não a vejo fazer nada. Ao contrário, eu a vejo viajando. Não tem um processo de discussão no Senado. Vejo-a fazendo propaganda política esquecendo da parte dela no Senado. A senhora vinha reclamando da ação dos poderosos. A senhora é uma pessoa magoada? Não. Sou uma mulher lutadora, guerreira, que aceita enfrentar os desafios. Ao contrário, estou preparada para a luta. A senhora cultiva o sentimento do rancor. Não. Não tenho. Mesmo diante das críticas de envolvimento de familiares em escândalos? Sou contra setores da imprensa que querem fazer difamação e antecipar julgamentos. Julgamento quem faz é a Justiça. A senhora não quer identificar esses setores da imprensa? Não vou aceitar linchamento moral. Responderei à altura.
Escrito por otávio às 13:26
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Iberê receberá governo endividado e com greves
A três dias de deixar o cargo para concorrer às eleições de outubro, a governadora Wilma de Faria não só viu frustradas suas tentativas de conter o apetite de gastos administrativos, como deixará o Estado tão endividado que seu sucessor não terá como abrir novos investimentos. Essa tendência poderá ser confirmada até o fim de maio, quando circula, no Diário Oficial, o Relatório de Gestão Fiscal, relativo ao primeiro quadrimestre de 2010. A partir dele, será possível saber como o executivo realmente se comportou em relação ao limite prudencial da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Quando isso acontecer, Wilma já estará fora do governo, em plena campanha eleitoral.
Na última sexta-feira, o controlar geral do Estado, Jorge Galvão, disse à TRIBUNA não ter conhecimento de qualquer ação específica da administração para conter essa situação. Ele acredita apenas que “alguma coisa deve estar sendo feita”.
A TRIBUNA tentou ouvir sem sucesso, ainda na última sexta, o secretário de Planejamento, Nelson Tavares, e o chefe do Gabinete Civil, Vagner Araújo, sobre o assunto que tanto açoda a administração nos últimos tempos – a quebra do limite prudencial de gastos. Mas a governadora, em entrevista publicada no sábado, disse que a situação está sob controle: “Depende da forma como analisar o limite prudencial. O Executivo do Rio Grande do Norte tem a melhor situação em relação ao limite prudencial. Agora nós fazemos um cálculo diferente dos demais poderes, que retiram do cálculo o imposto de renda e os valores da previdência. Nós fazemos o cálculo com a despesa de pessoal e os encargos sociais. Se nós retirarmos esses valores a nossa despesa é a menor de todas.”
No primeiro dia de seu último mandato, em janeiro de 2007, a governadora Wilma de Faria incorporou um hábito que se repetiria nos anos seguintes: solicitar de seus secretários um esforço conjunto para reduzir os gastos de custeio da máquina em 25%.
Preocupada com a queda do nível de investimento de seu segundo governo, decorrência do crescimento meteórico do grau de endividamento do Estado, Wilma chegou a se reunir com representantes do Legislativo, Tribunal de Justiça, Ministério Público e Tribunal de Contas para solicitar um esforço conjunto para derrubar gastos.
Esse esforço ganhou os noticiários, mas não os números. O Estado agora tem somente até agosto próximo para se afastar do limite prudencial sob pena de não poder mais receber transferências voluntárias (convênios) e não poder contratar mais operações de crédito, como determina o artigo 23 da LRF.
Investimentos
Para o empresário Bira Rocha, ex-presidente da Federação da Indústria do Rio Grande do Norte, as consequências da quebra do limite prudencial serão sentidos dramaticamente no grau de investimentos públicos. “Quando assumiu o governo na primeira vez, Wilma recebeu como herança da administração anterior a possibilidade de investir 11% do que arrecadava e vai deixar como herança ao seu sucessor uma capacidade de apenas 3%”, afirma o empresário.
No segundo quadrimestre de 2009, o limite prudencial do Poder Executivo, de R$ 2.094 bilhões já foram batidos pelos gastos no período (R$ 2,179 bilhões). Nessa mesma ocasião, o limite prudencial da Assembleia Legislativa, de R$ 101,7 milhões, também foi superado (R$ 104,7 milhões).
Com a perda de receita do Fundo de Participação dos Municípios e dos royalties pagos pela Petrobras no ano passado, a governadora justificou a necessidade de contrair novos empréstimos de R$ 167 milhões junto ao Banco do Brasil e outros R$ 300 milhões junto ao BNDES, este último aprovado pela Assembleia, para manter e executar o cronograma de obras e investimentos em infraestrutura, principalmente em estradas e em saneamento básico.
Uma pesquisa nos demonstrativos dos resultados primários do Governo do Estado revelou que a arrecadação e o total de investimentos caminham bem mais lentamente do que as operações de crédito.
No ano passado, por exemplo, enquanto o investimento aumentou em 7,75%, chegando a R$ 466,1 milhões, as operações de crédito passaram de R$ 71 milhões, em 2008, para R$ 232 milhões em 2009 – quase metade do total de investimento.
Este mês, o último completo de Wilma no cargo de governadora, ela ganhou o noticiário nacional ao estimar em 100 o número de obras a serem inauguradas no exíguo período de 30 dias, batendo o volume de inaugurações de governadores como Blairo Maggi (Mato Grosso) e Aécio Neves (Minas).
Deputado do PV considera melancólico fim do governo
O deputado estadual Paulo Davim (PV) declarou à TRIBUNA DO NORTE que o final do governo Wilma de Faria “chega a ser melancólico”, sobretudo pelo que considerou maus-tratos a pelo menos três das categorias mais importantes – Saúde, Educação e Segurança. Ele lembrou que acordos de diversos tipos, inclusive salariais, não foram cumpridos pela administração da governadora do PSB e enfatizou que os profissionais da saúde, categoria da qual faz parte, “sofreram” durante os sete anos da gestão Wilma. “Até às 18h de hoje (sexta-feira passada) a mensagem que o governo iria mandar para a AL com o pacto firmado com a categoria médica para acabar a greve não tinha chegado na Assembleia e o pior é que esse tipo de postura não é isolada”, afirmou o deputado.
Paulo Davim lembrou que os parlamentares estaduais, ao contrário do governo, cumpriram com sua parte ao aprovar uma emenda ao Orçamento Geral do Estado (OGE), de sua autoria, no valor de R$ 42 milhões (projeto foi vetado pela governadora, mas o veto acabou sendo derrubado pelos deputados) e que deve ser destinado às mudanças antes acordadas. “Mas a morosidade do governo fez com que não conseguisse sequer enviar a matéria ao legislativo”, criticou.
O parlamentar do PV observou ainda que categorias como educação, por exemplo, também aguardavam o envio da mensagem governamental com o teor dos acordos firmados para aprovação dos parlamentares, sanção governamental e posterior publicação. “Não chegou nada. Três partes estratégicas de qualquer governo estão agonizando. A avaliação que eu faço é que é um fim melancólico. Infelizmente o governo esqueceu as prioridades de qualquer gestão pública e por isso atravessa essa convulsão de servidores”, finalizou.
Iberê inicia governo com greves no serviço público
O vice-governador Iberê Ferreira de Souza poderá herdar da administração Wilma de Faria o descontentamento de parte das categorias de servidores públicos e pelo menos três greves já estão em andamento. Quinta-feira o Sindicato dos Policiais Civis e Servidores da Segurança Pública do Rio Grande do Norte (Sinpol) decidiu iniciar paralisação por tempo indeterminado. Eles alegam que não houve cumprimento do acordo para que fosse enviado ao legislativo um projeto de lei que definia o Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS). A presidente da Sinpol, Vilma Marinho, afirmou ter sido informada por interlocutores do Gabinete Civil de que a mensagem governamental, de fato, não chegaria à AL. “Eles nos propuseram fazer uma reestruturação no setor, oferecendo um reajuste, o que não era vantagem além de não ter sido o combinado”, frisou a sindicalista.
Há entendimento também entre o Sindicato dos Médicos (Sinmed) e o Sindicato dos Trabalhadores em Saúde do Rio Grande do Norte (Sindsaúde) que prevê a convocação de toda a categoria, na noite desta segunda (29), para definir sobre possível paralisação, caso não seja enviado ao legislativo o projeto de lei que prevê o reajuste de 21% (sendo 15% para junho e 6% para dezembro), já acordado com o governo do Estado, e que, segundo o deputado estadual Paulo Davim (PV), deveria ter chegado à AL na última sexta-feira.
O presidente do Sinmed, Geraldo Ferreira, explicou ainda que de acordo com o entendimento feito junto ao governo deve estar inserido no projeto uma gratificação de alta complexidade de 100% para os médicos. 50% desta deve ser incorporado aos salários em maio de 2011 e os outros 50% em dezembro do mesmo ano. Ele disse que o prazo máximo para a matéria chegar em poder dos parlamentares é a próxima terça-feira.
Por ser este um ano eleitoral, o executivo tem até 6 de abril para publicar no Diário Oficial do Estado (DOE) os projetos de lei que ofereçam qualquer espécie de reajuste a servidores públicos. Prevendo não haver tempo hábil, o Sindicato dos Agentes e Servidores do Sistema Penitenciário do RN também já prepara o anúncio da greve, caso o projeto para reajuste da categoria não chegue à AL até amanhã.
Escrito por otávio às 13:11
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Miss Serrinha dos Pintos foi a vencedora do Miss RN 2010

Miss Serrinha dos Pintos foi eleita a Miss RN Após o resultado final a MISS RN 2010 recebeu inúmeros cumprimentos e falou pela primeira vez aos jornalistas. "Quero agradecer a todos que me ajudaram". Quanto aos planos para o futuro, ela já pensa no concurso de Miss Brasil, que acontece em São Paulo, no dia 8 de maio. "Agora é preparar o corpo e a mente para representar bem o meu estado", disse Joyce Christiny, que tem 19 anos e estuda arquitetura na UFRN.
Escrito por otávio às 12:02
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PRF apreende óculos falsificados que viriam para ótica em Natal 
A Polícia Rodoviária Federal, durante uma fiscalização de rotina na BR-101, em Canguaretama, apreendeu uma carga de armações e óculos falsificados em ônibus que fazia a linha João Pessoa/Natal. O material, de acordo com a a polícia, iria para uma ótica de Natal. A apreensão, que ocorreu no fim da terça-feira (16).
Ao todo, os policiais encontraram no ônibus 2.570 estojos de óculos e 460 armações, além de 312 cabos de ferramentas agrícolas. Todo o material, estava sem a documentação fiscal e foi apreendido, estavam com José Azevedo dos Santos, 40 anos. Os policiais que toda a carga certamente era falsificada e José Azevedo confirmou que levaria o material para uma ótica da cidade - sem revelar qual seria a loja.
Além da apreensão desse material, a PRF também apreendeu 11 comprimidos de Desobesi (comprimido utilizado para inibir o sono) com o caminhoneiro André Moisés Pereira de Morais. Ele também foi detido durante fiscalização de rotina na BR-101, em Canguaretama.
Escrito por otávio às 00:03
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O bêbado e o cobrador O bêbado entrou no ônibus e sentou perto do cobrador, e ele falou sozinho: -Se o meu pai fosse rei e a minha mãe rainha eu seria um príncipe. E o cobrador estranhou. Passou um tempo e o bêbado falou denovo: -Se o meu pai fosse rei e a minha mãe rainha eu seria um príncipe. E o cobrador estranhando. Passou um tempo e o bêbado falou denovo: -Se o meu pai fosse rei e a minha mãe rainha eu seria um príncipe. O cobrador se encheu e perguntou: -E se o seu pai fosse corno e a sua mãe uma vaca?O que vc seria? E o bebado respondeu: -Aí eu seria cobrador de ônibus.
Escrito por otávio às 13:28
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Politica
Dilma sobe e fica a 5 pontos de Serra 
A pré-candidata do PT à Presidência, a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, registrou um crescimento nas intenções de voto. Segundo a pesquisa CNI/Ibope, Dilma subiu de 17% na amostra de novembro para 30% no levantamento divulgado hoje. O presidenciável do PSDB, o governador José Serra, registrou queda, passando de 38% no levantamento anterior para 35% na leitura de hoje. Com isso, a diferença entre os dois candidatos caiu para cinco pontos porcentuais. O levantamento foi feito entre os dias 6 e 10 de março. A margem de erro é de dois pontos porcentuais, para mais ou para menos. A pesquisa mostra ainda o deputado federal Ciro Gomes (CE), pré-candidato do PSB, com 11% das intenções de voto e a pré-candidata do PV, a senadora Marina Silva (AC), com 6%. Na pesquisa anterior, divulgada em dezembro, Ciro tinha 13% e Marina, 6%. Do total de entrevistados (2.002), 10% disseram que vão votar em branco, nulo ou em nenhum dos candidatos e 8% informaram que não sabem ou não responderam à pesquisa. O levantamento mostra ainda que 53% dos entrevistados preferem votar em um candidato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. No cenário de segundo turno, numa eventual disputa entre Serra e Dilma, o governador paulista lidera com 44% das intenções de voto e a ministra da Casa Civil aparece com 39%. De acordo com o CNI/Ibope, a pré-candidata do PV, Marina Silva, registra o maior índice de rejeição entre os presidenciáveis, com 31%, enquanto o governador paulista tem o menor índice de rejeição, com 25%. Os demais presidenciáveis aparecem com os seguintes índices de rejeição: Dilma com 27% e Ciro com 28%. Na pesquisa anterior, Dilma tinha a maior rejeição entre os pré-candidatos, com 41%, seguida de Marina, com 40%, Ciro, com 33%, e Serra, com 29%. A pesquisa CNI/Ibope está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), sob o protocolo nº 5.429/2010
Escrito por otávio às 13:06
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Ciência
Alemanha descobre parte de estátua de imperador romano 
A cabeça de um cavalo que fazia parte de uma antiga estátua que trazia o imperador romano Augusto (setembro de 63 a.C. a agosto de 14 d.C.) montado em um cavalo foi descoberta durante escavações realizadas na cidade de Wiesbaden, região central da Alemanha. As informações são da agência AP. A escultura, que tem cerca de dois mil anos, deve levar mais dois anos para ser restaurada antes de ser exibida mundialmente ao público. Caio Júlio César Otaviano Augusto foi o primeiro governante a ser considerado imperador na Roma Antiga. Augusto chegou ao poder por meio do segundo triunvirato, formado com Marco Antônio e Lépido, famoso militar e político, respectivamente.
Escrito por otávio às 13:02
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Sony faz acordo de US$250 milhões por espólio de Jackson--jornal 
A Sony assinou um contrato pelo espólio de Michael Jackson que pode chegar ao valor de 250 milhões de dólares, informou o Wall Street Journal citando fontes conhecedoras do assunto. De acordo com o WSJ, o acordo, feito meses após a morte de Jackson, é o contrato mais lucrativo já assinado na história. O negócio garante ao espólio de Jackson ao menos 200 milhões de dólares, segundo nota no site do jornal na Internet na segunda-feira, e inclui 10 álbuns no período de sete anos. O contrato vai incluir músicas inéditas e novos pacotes com as canções já conhecidas, segundo o jornal. A Sony vendeu mais de 31 milhões de álbuns no mundo desde a morte do cantor no dia 25 de junho, segundo o jornal. O acordo da Sony pelo espólio de Jackson inclui de forma retroativa a trilha sonora "This Is It". Também abrange outros lançamentos, alguns já planejados e outros ainda não definidos, segundo o Wall Street Journal. Um álbum com músicas inéditas deve chegar às lojas antes do final do ano, e outra coleção deve sair mais tarde, também segundo o jornal.
Escrito por otávio às 12:52
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Ventos fortes ainda atingem Barra de Cunhaú

Os ventos fortes que atingiram, na madrugada de segunda-feira (15), o litoral de Barra de Cunhaú, a 72 quilômetros de Natal, continuam acima da normalidade. Segundo a bióloga Rose Dantas, que estava na região neste fim de semana fazendo monitoramento de aves, e que permanece no local, um relatório de monitoramento está sendo preparado, para divulgação de novos dados de hoje (16). A equipe de biólogos passou a noite fazendo sondagens, e, segundo análises preliminares, ainda há um elevado nível de aquecimento na água.
Para Rose Dantas, na madrugada da segunda-feira os ventos teriam chegado a uma velocidade superior a 100km/h. Ela disse ainda que no domingo à tarde, por volta das 17h30, o clima estava estranho em Barra de Cunhaú. “Desde sábado vinha notando a temperatura da água mais quente, mas no domingo à tarde estava muito quente, acima dos 28º . Mais tarde, por volta das 19h, percebi uma movimentação muito rápida da massa de ar, foi quando pensei que choveria bastante, mas nem imaginei que fossem ventos tão fortes”, fonte:tribuna do norte 
Escrito por otávio às 12:43
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Charge do dia

Escrito por otávio às 22:32
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O político mais votado do Estado 
Um número que impressiona: 3.885.424. Essa é a quantidade de votos que o senador Garibaldi Alves Filho acumula nas 10 eleições que participou; e que garante a ele o título de político potiguar que mais recebeu votos na história do Rio Grande do Norte. A descoberta desta marca vem em boa hora. Este ano Garibaldi Filho está comemorando suas ‘bodas de esmeralda’ com a política, segunda paixão com a qual sua mulher, Denise Alves, sempre teve de dividi-lo.
A carreira política dele começou há 40 anos, quando elegeu-se para a Assembleia Legislativa, ainda pelo MDB. Desde então, além de ser deputado estadual, Garibaldi Filho foi prefeito de Natal, senador (está no segundo mandato) e governador do Estado por duas vezes. Recentemente, em 2008, o político obteve mais uma marca de exclusividade: tornou-se o único potiguar eleito por votação direta para presidir o Congresso Nacional. O namoro de Garibaldi Filho com a política começou quando ele ainda era criança e participou da campanha ‘Cruzada da Esperança’, que levou seu tio, Aluízio Alves, ao governo do Estado. Adolescente, atuou no jornalismo político, trabalhando no rádio e em jornal impresso. Depois, com 18 anos, Garibaldi Filho foi nomeado chefe da Gabinete Civil do prefeito de Natal eleito Agnelo Alves.
A cassação dos direitos políticos de seu pai, Garibaldi Alves; e de seus tios, Aluízio e Agnelo Alves em 1969, sacramentou a relação que Garibaldi Filho já nutria com a política. Em 1970, veio o casamento de fato: ele candidatou-se a uma vaga na Assembleia Legislativa e elegeu-se com 22.266 votos (o mais votado da época). O ex-deputado estadual Antônio Câmara foi seu companheiro de parlamento naquela época. E destaca que Garibaldi Filho “sempre foi um homem que se identificou com o povo”. “Ele honra o Rio Grande do Norte. Pela seriedade, pela vocação política e pela consciência que possui de sempre querer ajudar os mais necessitados”, afirmou.
Outro que conhece o senador desde o início de sua carreira política é o ex-deputado estadual Roberto Furtado, que também foi vice-prefeito de Natal na gestão Garibaldi Filho, de 1986 a 1988. De acordo com ele, o político sempre foi muito ligado às classes sociais mais necessitadas. “Ele é um político sério, correto e honesto”, afirmou.
Nesses 40 anos de vida política, uma das pessoas que também acompanha a trajetória de Garibaldi Filho é o padre Pio Hengsens, da paróquia do Sagrado Coração de Jesus, em Morro Branco. Ele recorda que conheceu Garibaldi Filho ainda nos tempos da Ditadura, quando o senador era contrário ao Regime. Segundo o padre, Garibaldi nunca mudou seu jeito de ser, mesmo depois de tantas eleições. “É uma pessoa muito humilde e simples. E sempre visa o bem comum”, afirma. E acrescenta: “Acho que ele é um político de verdade. É íntegro, exemplar e ouve os mais humildes. A gente nota isso com a convivência”.
O jornalista Woden Madruga - que foi auxiliar de Garibaldi Filho quando ele foi prefeito (secretário de Turismo) e governador (presidente da Fundação José Augusto) - observa que o sucesso do senador, em grande medida, se deve ao fato dele possuir vocação para a política. “Ele nasceu nesse ambiente, cresceu e se tornou líder porque gosta e sabe fazer política. Sabe servir a seu povo. E tem essas características que lhe diferenciam: é humilde e sabe ouvir o povo”.
Mais um que está ao lado de Garibaldi Filho desde os anos 1970 é o deputado federal Henrique Eduardo Alves, que também completa 40 anos de vida política em 2010. “Garibaldi é uma das vidas públicas mais honradas, mas dignas, mais respeitadas e das mais vitoriosas”, disse. E acrescentou: “É um cidadão, homem público e chefe de família exemplar. Me honra muito estar ao lado dele nesses 40 anos”, afirmou.
Exemplo
Durante sua passagem pela presidência do Senado, em 2008, sua postura independente foi muito elogiada. Exemplo disso foi o editorial publicado pelo jornal Estado de São Paulo enaltecendo a medida que proibiu a contratação de servidores sem concurso público. E o depoimento dado pelo presidente do Conselho de Administração da Gerdau, Jorge Gerdau Johannpeter: “Há pessoas que, mesmo sob a maior pressão, não perdem o humor nem a criatividade. Sempre com um estado de espírito leve, o senador Garibaldi Filho consegue conduzir os mais variados temas sem perder a profundidade nas soluções de questões complexas e a contundência necessária para posicionar-se politicamente. Este perfil humano diferenciado, de uma simplicidade cativante, faz com que pessoas tenham respeito e um enorme apreço de conviver e ouvir Garibaldi Alves Filho”
Esta semana que passou, Garibaldi Filho recebeu mais uma demonstração de reconhecimento de seu trabalho em prol das prefeituras do Brasil. Em reunião da Confederação Nacional dos Municípios, o presidente da entidade, Paulo Ziulkoski, afirmou que “se todos os parlamentares do Congresso tivessem o comprometimento que o senador Garibaldi Filho sempre teve com as causas municipalistas, nossas reivindicações seriam agilizadas e os projetos não ficariam parados”. E acrescentou: “Garibaldi sempre foi um defensor das causas municipais”.
Obras marcantes permeiam vida política
“O senador é um político de credibilidade e que nunca se cansou de trabalhar pelo Rio Grande do Norte. Em todas as funções que ocupou, ele demonstrou credibilidade e disposição para trabalhar”. A declaração é do atual prefeito de Currais Novos, Geraldo Gomes (DEM), que conhece Garibaldi Filho desde os tempos do MDB. A história política do senador comprova o que ele diz. De acordo com o jornalista João Batista Machado, no livro “Resgate da Memória Política”, foi Garibaldi Filho prefeito quem “introduziu a campanha do leite para as famílias carentes”; duplicou a avenida João Medeiros Filho; e enfrentou o problema das lagoas de estabilização; entre outras obras, como escolas e hospitais.
Como governador, anos depois, novamente ele priorizou a área social “levando o programa do leite a todos os municípios do Estado”. Foi o governo Garibaldi Filho também que criou as Centrais do Cidadão e construiu o Complexo Viário do 4º Centenário. Contanto, de todas as obras, a que mais marcou foi o Programa de Recursos Hídricos, que promoveu a construção de sete adutoras. Esse conjunto promoveu a distribuição de água para 46 cidades (Mossoró, por exemplo) e 145 pequenas comunidades, beneficiando uma população de 544.249 habitantes. As adutoras, as Centrais do Cidadão e o Programa do Leite até hoje são continuados pelo governo que sucedeu Garibaldi Filho.
Além de distribuir, o programa de recursos hídricos também desenvolveu obras voltadas à reserva de água. Exemplos disso são as barragens de Santa Cruz (em Apodi), de Umari (em Upanema) e de Carnaúba (entre os municípios de Caicó e São João do Sabugi). Juntas, as três acumulam 918.524.550 de metros cúbicos. Quando foi presidente do Congresso, contando com o apoio do deputado Henrique Eduardo, Garibaldi Filho conseguiu empenhar R$ 102 milhões em emendas para os municípios do RN. E incluir no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) a reforma do terminal salineiro de Areia Branca e o projeto de irrigação da barragem em Apodi.
No Senado, Garibaldi Filho aprovou recentemente a anistia para 5 mil policiais, impedindo que eles perdessem o emprego. Por meio de outros projetos que tramitam no Senado, ele propõe ainda a criação de um seguro-desemprego para os agricultores vitimados pela seca; a regularização trabalhista para as trabalhadoras domésticas; e ainda a destinação para asilos e orfanatos de produtos apreendidos em operações de repressão à pirataria e ao contrabando.
Escrito por otávio às 22:24
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Greve na rede estadual chega ao fim 
Em clima de discussão, os professores da rede estadual de ensino decidiram pôr fim à greve e retomar as aulas a partir da próxima segunda-feira (15). A votação em assembleia, realizada na tarde de ontem, na Escola Estadual Winston Churchill, terminou com uma margem de poucos votos de diferença. A categoria aceitou a proposta do governo que atendeu a nove reivindicações dos professores. A principal delas foi o projeto de lei que institui o reajuste no vencimento básico em 7,15% a partir de 1º de julho e 7,86% referente ao piso nacional, retroativo ao mês de março.
“Essa não é a melhor proposta, mas apresentou um grande ganho porque além dos 15% de reajuste, que atende inclusive aos aposentados, o governo se comprometeu também em elaborar, a partir de abril, o Plano de Cargos Carreiras e Salários do servidores e técnicos administrativos”, disse a diretora do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do RN (Sinte-RN), Fátima Cardoso.
Atualmente o salário do professor do ensino médio da rede estadual é R$ 712,00, já os do nível superior recebem R$ 930,00. “Com a proposta do governo, os salários da categoria chegaram bem próximo ao piso do Ministério da Educação (MEC), que é de R$1.131,00”, disse Fátima.
A assembleia dos professores foi marcada por tumulto e confusão. Professores contrários ao fim da greve protestaram contra a decisão da maioria. “Nós começamos a greve para conseguir o piso nacional que é de R$1.800,00. A proposta do governo não chega nem perto desse piso e, mesmo assim, o sindicato decidiu terminar a greve. Isso enfraquece a nossa luta”, reclamou a professora Amanda Gurgel, da Escola Estadual Mirian Coeli, no Nova Natal, zona Norte da cidade.
A rede estadual tem 20 mil professores ativos, 13 mil aposentados e 12 mil funcionários. Mais de 90% deles estavam em greve desde dia 1º de março, deixando aproximadamente 350 mil alunos sem aulas.
Vários estudantes compareceram à assembleia e ficaram satisfeitos com o fim da paralisação. “Eu só tinha uma aula, que era de História. No turno da noite não tinha greve, todos os professores davam aula normal. Mas agora nós vamos poder estudar direito e não ter que prolongar as aulas até o final do ano”, disse Alan Peireira (23), aluno do 2º ano do Colégio Atheneu.
Município
Na próxima segunda-feira, uma assembleia às 14h, no Winston Churchill, poderá decidir o futuro da mobilização da categoria – em greve desde o dia 18 de fevereiro. “O vereador Edvan Martins está ‘costurando’ uma proposta com a prefeita Micarla de Souza e dependendo do que ele conseguir, poderemos votar pelo fim da greve dos professores do município”, disse Fátima Cardoso.
Prefeitura fecha canal de negociação com categoria
A greve dos professores da rede municipal completa 26 dias, sem dar sinal de término. Após a decisão da categoria em continuar a paralisação, a Prefeitura se mantém irredutível e condiciona a retomada de negociações ao término do movimento. Inclusive, recuando quanto à contraproposta que seria apresentada na noite de quinta-feira, após a assembleia da categoria, por intermédio do vereador Edivan Martins, ao Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Rio Grande do Norte (Sinte/RN). O documento seria uma resposta à reformulação das reivindicações.
Segundo a coordenadora geral do Sinte/RN Fátima Cardoso, a audiência com o vereador serviu apenas para a prefeita Micarla de Sousa reforçar o recado de se posicionar somente com o retorno às aulas. “Ela continua de maneira retaliativa, fechando o canal de negociação. A imposição não ajuda. É preciso que ela aprenda a administrar conflitos e isso acontece por meio de diálogo, mas sequer aceita nos receber para uma audiência de conciliação”, lamentou a sindicalista, que deu entrada ontem no mandado de segurança junto ao Tribunal de Justiça.
Na nova pauta do Sinte, o principal ponto da luta, a questão salarial, foi “flexibilizada”. “O Sinte está aberto a negociar outro valor de reajuste, contanto que seja superior aos 5%, anteriormente proposto pela Prefeitura”, explica Cardoso. Os professores buscam ainda a revogação das leis referente a gestão democrática, lei complementar 109/2009, e a 6022/2009 que pôs fim ao reajuste anual dos salários, garantidos pela lei 5.857/2005; a redução da jornada de trabalho dos educadores infantil de 40 horas para 30 horas semanais, sendo 50% em 2011 e o restante em 2012; e a reativação da conta da SME, para gerir os recursos da educação, hoje concentrados na conta única do município, sob responsabilidade da Semplan.
A coordenadora geral de administração e finanças da SME, Adriana da Trindade, reiterou o posicionamento da gestão municipal. “Só vamos negociar após o fim da greve, mesmo porque a maior parte das solicitações já foi atendida. A SME está preocupada em não causar mais transtornos aos estudantes”, frisou.
Adriana informou ainda que a SME iniciou junto às direções, por meio de técnicos dos departamentos de ensino fundamental e ensino infantil (DEF e DEI), o monitoramento dos faltosos. O levantamento diário será encaminhado, uma vez por semana, ao setor de recursos humanos da Secretaria, para fins de desconto em folha de pagamento. Quanto à cobrança da multa de R$ 5 mil, fixada pela Justiça por dia de desobediência a medida liminar, mantida pelo desembargador Henrique Baltazar, na última quinta-feira (11), a coordenadora ressaltou que ainda não está definida. “Estamos aguardando o retorno do secretário para discutir, mas iremos obedecer a determinação da justiça e esperamos que o Sindicato faça o mesmo”, afirma.
Escrito por otávio às 22:22
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Politica
Jose Agripino‘A eleição de Iberê é o terceiro mandato de Wilma’ 
Candidato à reeleição e presidente estadual do Democratas (DEM), o senador José Agripino Maia não acredita que os recentes escândalos envolvendo filiados da legenda, como o governador do Distrito Federal, José Arruda, poderão prejudicar o pleito no Rio Grande do Norte. O parlamentar já aponta a tônica do discurso que usará para desvincular os escândalos de filiados do DEM da campanha no Rio Grande do Norte. “Eu tenho as armas do discurso na mão. Ninguém mais do que José Agripino trabalhou no sentido de mostrar que o DEM é um partido diferente quando se trata de escoimar a improbidade”, destaca. Se na argumentação do DEM Agripino mostrará distância do partido com os filiados denunciados, a estratégia eleitoral para a campanha ao Governo será outra. A legenda que terá como candidata a senadora Rosalba Cialini aposta na estratégia de discursar enfatizando que a eleição do vice-governador Iberê Ferreira é a continuidade do Governo Wilma de Faria. “A eleição de Iberê é o terceiro mandato da governadora Wilma”, afirma o senador José Agripino Maia. O senador não acredita que o lançamento da candidatura do ex-prefeito de Natal, Carlos Eduardo poderá interferir no desempenho da candidata do DEM e até evitar a polarização do pleito. Para ele, Iberê Ferreira e Carlos Eduardo dividirão o mesmo nicho de votos, já Rosalba trabalhará no foco da oposição ao Governo Wilma e da “mudança”. Já no pleito ao Senado, o líder do DEM aposta que o determinante será a comparação da história política dos candidatos: “Será o perfil de candidatura, credibilidade, de folha de serviço. Mais do que nunca, o eleitor votará em ficha limpa, em credibilidade da palavra, em quem promete e faz”. Sobre o pleito 2010, as articulações partidárias e as candidaturas, José Agripino Maia concedeu a seguinte entrevista a TRIBUNA DO NORTE:
A “fotografia” que se mostra hoje é uma eleição com três candidaturas ao Governo: da senadora Rosalba Ciarlini (DEM), do ex-prefeito de Natal Carlos Eduardo (PDT) e a do vice-governador Iberê Ferreira (PSB), e os senadores José Agripino Maia (DEM) e Garibaldi Filho (PMDB) e a governadora Wilma de Faria (PSB) para o Senado. Esse será mesmo o cenário para o pleito de outubro? O senhor espera surpresa? Não posso assegurar que Carlos Eduardo e Iberê irão se manter candidatos. O que acho é que o DEM que tem a candidatura de Rosalba lançada ou anunciada com Robinson como vice, pelo fato de ser a ponteira e estar bem na frente (nas pesquisas eleitorais), é uma candidatura que entendo como posta. Eu não sei se as outras candidaturas são reversíveis ou não. Uma coisa é certa: a base do governo já tem duas candidaturas e já está bipartida. Com um detalhe: uma que tem expressão na Capital, que é a de Carlos Eduardo, e outra que tem a expressão da máquina do governo no Interior, que é a de Iberê. Uma trava o crescimento da outra. Carlos Eduardo trava o crescimento de Iberê na Capital e Iberê trava o crescimento de Carlos Eduardo no Interior. O que vai dar em matéria de crescimento de pesquisa daqui até as convenções eu não sei. Também não sei que tipo de desestímulo recíproco um vai dar sobre o outro. Para o Senado minha candidatura, minha postulação é para ficar. O que sinto do senador Garibaldi idem. Não sei qual a real disposição da governadora Wilma. Ouço falar que sim, se for que o seja, e que vamos os três, com mais os outros candidatos.
Qual o efeito que terá a candidatura de Carlos Eduardo nesse cenário que apontava para polarização? Continuará a haver a polarização porque são duas candidaturas da base governista: uma mais expressiva na Capital e outra mais expressiva no Interior. O cesto de voto que um e outro vão disputar é o cesto de voto da base governista. O nicho de votos de Rosalba é o nicho de votos da oposição e do eleitor que quer mudar o estado de coisas que está posto. Queiram ou não, Iberê é o próprio governo de Wilma. Carlos Eduardo foi o prefeito de Wilma. Então são pessoas ligadas ao esquema Wilma. Eles vão disputar os votos de uma mesma tendência, de um mesmo cesto. Rosalba não. Ela é a candidata de oposição, proposta nova. Ela (Rosalba) pegará o eleitor descontente e flutuante.
Rosalba Ciarlini para o governo, Robinson Faria (PMN) para vice, Garibaldi Filho e José Agripino para o Senado. A chapa está completa? Não. Faltam a composição com o PV e o PSDB que é o que nós queremos. O PSDB pleiteia uma suplência do Senado, é um parceiro que seguramente estará conosco na disputa presidencial. Esperamos poder contar com o PV. Quando eu digo “nós” é a chapa inteira, é Rosalba, José Agripino e Garibaldi. Espero poder contar com o apoio do PV que tem exercido a interlocução do diálogo conosco através de Micarla. Ao PV claro que a suplência de senador será naturalmente oferecida, ou de um (José Agripino) ou de outro (Garibaldi Filho), mas a participação no futuro governo idem. Até porque pretendemos fazer um governo com a composição dos diversos partidos que formem aliança.
Esses dois partidos que o senhor citou (PSDB e PV) serão acomodados nas suplências de quem? Depende. O PMDB concorda em que o partido faça coligação na majoritária com o DEM? Se permitir, o PSDB pode indicar o suplente de Garibaldi Filho. Se não permitir, o PV poderá indicar o suplente de Garibaldi Filho. A definição das suplências corre mais ou menos nesse tipo de condicionante. Não temos amarras. Na minha candidatura o DEM está aberto a coligação tanto com o PV como com o PSDB. O mesmo não diria do PMDB que pode estabelecer condições para aliança do partido com partidos que não sejam antagônicos na eleição presidencial.
O senhor não irá interferir na escolha dos suplentes? Não pretendo. Eu tenho um pensamento, quando apoiei Micarla trabalhei para fortalecer a chapa dela, abri mão da indicação do vice, fazendo com que Paulinho Freire, vindo do PP, trouxesse um partido inteiro. Quem quer ganhar a eleição tem que contribuir oferecendo as melhores condições de vitória, tanto para vitória de Garibaldi com melhor suplente, como a de José Agripino com melhor suplente.
Na disputa para o Senado serão três ex-governadores, cada um com dois mandatos, três ex-prefeitos de Natal. O que será determinante nessa eleição para o Senado? Será o perfil de candidatura, credibilidade, de folha de serviço. Mais do que nunca, o eleitor votará em ficha limpa, em credibilidade da palavra, em quem promete e faz, em quem tem passado limpo, em quem não tem comprometimento com a improbidade e quem tem proposta e atuação que o povo aprove. Acho que isso será fundamental. Na eleição de Garibaldi, de Wilma e José Agripino serão apreciadas a qualidade da palavra dos três, se eles o que falam fazem, a ficha dos três. No pleito para o governo será uma avaliação sobre por onde os candidatos passaram e do que foram capazes. Isso será muito importante. Onde Rosalba esteve? Esteve na Prefeitura de Mossoró e no Senado. Onde Iberê esteve? Esteve na Câmara Federal, na Assembleia Legislativa, como secretário de Estado e agora como vice-governador e participa intrinsecamente do governo, desde o começo da administração Wilma. As pessoas acham que será bom o terceiro governo Wilma? Iberê é o terceiro governo Wilma. As pessoas irão avaliar porque ninguém consegue diferenciar Wilma de um vice-governador que é secretário. Não é diferenciar um governador de um vice-governador, ele é um vice-governador secretário, que participa do dia-dia do governo em tudo, da educação, da saúde, segurança. Ele (Iberê Ferreira) dá opinião em tudo. E Carlos Eduardo será avaliado como deputado e como prefeito de Natal.
Essa é a eleição mais difícil da sua carreira política? Não. Honesta e sinceramente, não. Eu disputo esta eleição com absoluta tranqüilidade de quem está colocando para avaliação do eleitorado uma longa vida pública. Como acho que eu tenho o que falar, tenho o que dizer, essa não será a eleição mais difícil da minha vida.
Há possibilidade de o senhor aceitar ser candidato a vice-presidente na chapa de José Serra (PSDB)? Nenhuma chance. Não serei candidato a vice-presidente e posso dizer a você, sem medo de errar: desta vez, se eu quisesse, seria unanimidade no meu partido. Isso me foi dito pelo meu partido, mas já disse que agora eu não posso ser (candidato a vice-presidente).
Por que o senhor não pode ser candidato a vice-presidente? Porque eu montei um projeto que reúne o senador Garibaldi Alves, o deputado Robinson Faria, tem uma intérprete com a qualidade de Rosalba, reúne partidos como o PSDB e o PV. Isso tudo foi construído em grande medida pela minha ação tenaz. Na hora que me retiro da disputa pode haver perturbação séria na conclusão desse projeto.
O vice-governador Iberê terá seis meses de administração antes da eleição. É possível ele reverter a situação atual? Para ser acreditado e reverter o quadro ele terá de explicar inicialmente uma coisa: por que ele não fez isso o tempo todo? Se é que ele vai conseguir marcar os gols no governo, por que ele não fez isso antes quando era vice-governador? Eu não acredito porque não se iludam, Iberê é a continuação do governo de Wilma, a não ser que ele queira posar de contestador ao governo de Wilma. Ele pode até querer, mas as pessoas irão se questionar: por que só agora? Iberê é uma pessoa que não é só vice-governador, ele é secretário, ele tem opinião, tem convicções. Ele terá oito meses, por que ele não propôs coisas diferentes do que está prometendo? Por que não realizou enquanto foi vice-governador e secretário? O governo é o mesmo, é um só. Tanto é que ele é candidato a governador no exercício do cargo e não poderá mais ser reeleito. O nível de comprometimento de Iberê é institucional. Ele é o próprio Governo.
O senhor é o líder da oposição no Senado. E é candidato a reeleição em um Estado onde o presidente Lula é aprovado com mais de 80%. Isso torna sua eleição mais difícil? Não sou candidato contra Lula. Sou candidato a senador para ser votado pelo povo do Rio Grande do Norte. É preciso que se compreenda que em democracia tem que haver espaço para Governo e Oposição, do contrário o regime se torna totalitário, você não terá quem defenda a sociedade na hora da injustiça. O que faço é combater os erros do governo. Eu não combato Lula pessoalmente, muito menos o governo dele. Combato os erros do governo dele. Eu já reconheci inúmeras vezes os feitos positivos do governo dele. As pessoas compreendem esse papel e entendem que eu faço com decência.
Como o senhor avalia essas duas administrações: Wilma e Lula? Wilma teve dois governos. No primeiro ela tinha uma avaliação positiva, tanto é que foi reeleita. Ela tinha um nível de credibilidade que não é o nível de hoje. O governo de Wilma hoje, pelo que ouço, frustrou expectativas. Há uma obra que marca? Há, a ponte. E os feitos que puxam para baixo o governo? As promessas não cumpridas, o desempenho da segurança, da saúde, a qualidade da educação, as estradas esburacadas, a infraestrutura deficiente. Tudo isso depõe contra a governadora que prometeu e não cumpriu. O presidente Lula? Eu aplaudo, evidentemente, o Bolsa Família, que é produto da Bolsa Escola que vem de trás. Ele tem o mérito de ter agregado mais recursos (no Bolsa Família), aumentado o programa. Eu aplaudo a política de distribuição de renda pelo aumento do salário mínimo. Eu aplaudo a política de multiplicação de escolas técnicas federais. Agora combato a carga tributária que o governo Lula leva a efeito; seguramente é uma das três maiores cargas do mundo. Combato a qualidade do gasto público. Esse é um governo que não investe. A obra de duplicação da estrada de Natal a João Pessoa (BR-101) está praticamente parada, não anda. O Aeroporto de São Gonçalo não anda. Esse tipo de coisa não posso deixar e não vou abrir mão do direito a crítica, no sentido que melhore, que mude de atitude em benefício do cidadão potiguar e brasileiro.
Sua estratégia de campanha será chapa fechada? O voto que vou pedir pelo Estado afora será o voto para os três: Rosalba, Garibaldi e para mim. O palanque que vou freqüentar é o palanque da governadora Rosalba. Pode até ser que em algum lugar o líder político dono do palanque vote em Rosalba e não em mim, mas estarei nesse palanque para garantir com minha presença o meu apoio a candidata a governador. Onde eu chegar, tenha os apoios onde tiver, vou pedir e me empenhar em voto para os três. Vou defender a chapa fechada e o Estado todo sabe do esforço que estou fazendo para incorporar o PV a aliança com Rosalba e Garibaldi.
Como está a conversa para fechar o apoio de Micarla de Sousa a essa chapa? Eu já fiz as demandas que me cabiam, os encontros que poderia promover. As conversas agora estão se desenrolando no âmbito da relação entre Garibaldi e Micarla.
Há quase dois anos o presidente Lula veio ao Rio Grande do Norte e disse que faria tudo para derrotar o senhor em 2010. O senhor lembra desse fato? Eu me lembro sim e me lembro do resultado da eleição. O eleitor do Rio Grande do Norte vota em quem quer e não em quem manda votar.
Os recentes escândalos envolvendo os filiados do DEM no Distrito Federal poderão refletir na eleição do DEM no Estado? Eu tenho as armas do discurso na mão. Ninguém mais do que José Agripino trabalhou no sentido de mostrar que o DEM é um partido diferente quando se trata de escoimar a improbidade. No primeiro momento frente ao escândalo Arruda, assinei com o senador Demóstenes Torres e o deputado Ronaldo Caiado, o pedido de expulsão em rito sumário. Foi pela nossa ação que a Executiva do partido tomou a deliberação de levar Arruda a ser expulso, de levar Paulo Otávio e Leonardo Prudente a se desfiliarem e levar a auto-dissolução do diretório regional.
Escrito por otávio às 22:14
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